sábado, 16 de outubro de 2010

O PLANO PERFEITO

Qual o melhor plano para sua vida?

Eu compreendo que, muitas vezes, é difícil para nós admitirmos que nossos planos ou trajetórias sonhadas nem sempre são as melhores ou trarão o melhor resultado no futuro. Sei isso porque já vivi em minha adolescência muitas situações nas quais eu resistia submeter determinado projeto meu aos planos de Deus. E olha que muitas vezes Deus até usa pessoas próximas de nós para nos alertar, porém temos grande dificuldade para aceitarmos isso, e geralmente relutamos, pensando que bons mesmos são os nossos planos, nossos desejos.


Quero aqui citar uma situação bem complicada na qual me envolvi em minha adolescência, que de fato eu poderia ter evitado, e vivido muitas coisas mais satisfatórias se tivesse escutado a voz de Deus que falava bem claro ao meu coração, mas que eu rejeitava obedecer, fingia não escutar.


Quando eu tinha 16 anos de idade eu já era fascinado por movimento estudantil e tudo que envolvesse política. Acreditava que minha vida teria um sentido, seria completa, se eu fizesse algo que ficasse para a história, que mudasse a condição de vida das pessoas. Por causa disto e do tipo de conhecimento que eu tinha naquela época, eu me envolvi com o partido comunista e voltei todas as minhas energias para um ideal revolucionário.


Isso não foi algo que começou do dia para a noite. Um dia eu era só um rapaz de 12 anos de idade que, devido a uma nova realidade financeira da família obrigou-se a estudar em uma escola pública de periferia. Um dia eu era só mais um adolescente, que se deparava com as precárias instalações de uma escola pública do Brasil dos anos de 1990, e que queria, de alguma forma auxiliar para a transformação desta realidade. Um dia eu era um jovem que nos seus vinte minutos diários de caminhada em direção à escola, ia orando, falando com Deus, pedindo que Ele mudasse aquela realidade, que Ele não permitisse que mais colegas meus se perdessem para as drogas. Mas depois de passar um ano sob a influência de alguns jovens líderes, de outras escolas, que me cativaram por sua ousadia e inteligência, posso dizer que já estava me transformando em um mini-che-guevara. A manipulação era grande e rápida. Tão logo entravamos, também aprendíamos, em outras palavras, a também manipular outros. E esse negócio, de você se tornar uma liderança de massas, ser visto a frente de passeatas, assumir cargos importantes, massageava o ego e trazia, por mais que negássemos, uma sensação de poder. E isto é tudo que um adolescente procura.


Tudo começou quando eu me tornei presidente do Grêmio Estudantil de minha escola, aos 13 anos de idade. E sabe, naquela época eu estava vivendo um momento de busca a Deus, um momento de intimidade com Ele. Eu estava dando passos importantes. Quando eu me tornei presidente do Grêmio Estudantil, minha idéia era apenas auxiliar os alunos a terem uma escola melhor. Logo aproximou-se se mim uma galera de outras escolas, jovens mais velhos, que lideravam a entidade municipal de estudantes. Me convidaram para reuniões, e eu comecei a participar. Inicialmente, apesar de achar boas suas idéias, eu tinha certa reserva à eles pelo fato de ver que muitos fumavam, alguns claramente se drogavam com maconha, ou coisas piores, além de terem um vocabulário repleto de palavras obcenas, as quais eu repudiava.


Sabe, o primeiro evento que participei com eles foi uma passeata do dia do estudante. Eu estava lá solicitando uma quadra poli-esportiva para minha escola, além de mais livros para nossa biblioteca. Naquele dia me deram a oportunidade de falar no carro de som, haviam mais de mil pessoas me ouvindo. Aquilo me marcou.


Passados alguns meses, recebi o convite a participar da chapa que estavam formando para a direção da entidade municipal no ano seguinte, e também a me filiar a juventude do partido, que até este momento ainda se anunciava como apartidária e socialista. Fiquei de decidir e dar uma resposta no dia seguinte.



Até em sonhos


Naquela noite eu tive um sonho muito ruim: eu estava na sede da entidade municipal de estudantes, junto com pessoas que eu havia conhecido lá, e tudo estava escuro, sujo, preto, e eu apareci em um carro de som falando muitas palavras obcenas em meu discurso contra autoridades. E os jovens que me ouviam, todos bêbados, drogados, etc, me aplaudiam. Era uma cena infernal. Eu acordei todo enojado daquilo, e ao mesmo tempo pressionado, afinal de contas, neste dia eu tinha que dar uma resposta.


Eu não queria ser o cara daquele sonho, no meio daquela imundice. Algo me dizia claramente que eu não deveria aceitar aquela proposta, mas por outro lado uma outra voz me dizia que aceitar não significaria me contaminar, que eu poderia estar no meio deles, ser um deles e ser diferente: grande engano.


Eu aceitei. E, vagarosamente, fui me contaminando. Fui me tornando como eles, ou muito parecido. Algumas práticas, como mentir e dizer palavras obcenas, agressivas, eu nem me percebi, mas alguns meses as ouvindo e vendo, passei a reproduzir com naturalidade.


Outras coisas eu comecei a praticar simplesmente para ser aceito pelo grupo. Hoje, dou graças a Deus, que apesar das muitas ofertas, eu nunca cheguei a me envolver com o cigarro ou outras drogas, mas já estava tolerando com naturalidade os vícios de meus colegas.


Você está entendendo o que eu estou te contando? Deus sabia exatamente quais seriam as conseqüências e o tempo precioso que eu iria perder ao tomar esta decisão, e o pior: o quanto isto me afastaria de sua presença, dos seus planos para a minha vida. Por isso ele me falou ao coração, me avisou até por sonhos, mas logo eu fiquei até cego para perceber o quanto eu tinha me afastado dele e de mim mesmo, buscando coisas que, na verdade, outros sonhavam por mim.


O fato é que eu tomei a decisão errada naquele momento. E como sempre, a vida é muito rápida e as coisas costumam nos envolver cada vez mais. No ano seguinte fui para uma escola maior, de ensino médio, mais de dois mil e quinhentos alunos. Em meses eu já havia me tornado tesoureiro do Grêmio Estudantil e naquele final de anos, com apenas 15 anos de idade, fui eleito como presidente da entidade municipal de estudantes. Fui o presidente mais jovem da história da entidade. No outro ano fui reeleito para o cargo. Neste momento de minha vida eu já passava o dia inteiro envolvido no “movimento”. Havia abandonado meu trabalho, junto de meus pais em sua padaria, para receber uma ajuda de custos da entidade e passava o dia inteiro dentro de escolas falando com os alunos, organizando passeatas, protestos, distribuindo panfletos, participando de congressos, etc.


Quero que você entenda que vagarosamente a minha vida foi se encaminhando para que eu ficasse totalmente preso àquelas coisas. Minha mente estava tão transformada, que eu, assim como meus colegas, acreditava que o melhor era nunca se casar, que isto não era para algo bom para mim. A vida que eu levava me ensinava que eu não iria encontrar alguma moça séria para isto, ou se a encontrasse, acharia que ela merecia alguém melhor do que eu.


Eu achava fútil e desnecessário para mim, buscar uma vaga de trabalho, pois isso, assim como o casamento poderia me distanciar ou tirar o foco de meus objetivos políticos, revolucionários.


Aos 17 anos de idade, o partido decidiu lançar minha pré-candidatura a vereador da cidade, eu seria seu principal candidato. Nesta época meus pais insistiam muito para que eu fosse com eles à igreja, e na maioria das vezes eu ia. Geralmente ficava fingindo, assim como quando estava em casa, ser alguém que na verdade eu não era. Muitas vezes durante a pregação eu ficava com a cabeça em outro lugar, anotando coisas que eu iria fazer no dia seguinte. Mas eu não tinha paz. Estava sempre ansioso e cheio de dúvidas.


Como eu não usava drogas, minhas formas de fuga eram outras: comer e ler. Engordei bastante naquele ano. E quanto mais eu lia obras de filosofia, economia, sociologia, mais materialista eu me tornava. Me parecia que todos os problemas do ser humano seriam resolvidos com distribuição de renda. Como se o dinheiro fosse capaz de fazer as pessoas melhores ou mais felizes, mais completas.


Haviam, porém, algumas vezes que eu ia ao culto e devo lhe confessar que Deus tocava profundamente em meu coração. E eu me sentia tão distante, tão perdido, tão infeliz. Parecia que uma venda era tirada de meus olhos e eu me via em meu estado real. Não o estado que eu fingia estar. E muitas foram as vezes que eu me arrependia, e confessava a Deus os meus pecados, meus erros, e lhe pedia que me perdoasse. Não foram nem uma ou duas vezes que eu havia tomado a decisão de que a partir daquele dia eu já não seria mais o mesmo.


Daí iniciava-se a semana. Eu estava contente, leve. Saía de casa e ia para os mesmo lugares, fazer a mesmas coisas, porém tentando ser diferente. Logo encontrava alguns de meus companheiros, e até o final da manhã, antes do galo cantar, eu já estava fazendo tudo errado de novo.



E scolhas


Foi nesta época que eu conheci a Taís, aquela moça inteligente, bonita e dedicada, que graças Deus, hoje é minha esposa. Eu e ela nos conhecemos em um retiro de jovens da Igreja, do qual estava participando por insistência de meus pais, em mais um esforço na tentativa de me aproximar de Deus. Neste retiro eu só queria saber de andar de skate, de fazer bagunça, contar piadas e falar de política. Foi numa bela tarde que eu conheci a Taís, ela trabalhava como estagiária na Câmara de Vereadores da cidade, e se aproximou de mim na verdade para fazer uma crítica. Ela me perguntou: “Tu não é aquele cara que faz um monte de baderna com os estudantes na frente da Câmara? Nunca pensei te ver aqui! Tu acha que isso é coisa de cristão?”. Eu me esforcei para tentar convencer ela e suas amigas de que uma coisa não tinha nada a ver com a outra, e que o que eu fazia era bom. O fato é que me tornei amigo dela, conversamos bastante durante o retiro, e continuamos nos falando depois que ele terminou.


Foram seis meses de muita conversa, amizade, passeávamos e conversávamos sobre tudo. A Taís se tornou minha melhor amiga, eu falava de tudo para ela, e ela também desabafava comigo. Ela era dedicada e orava por mim. Certo dia eu me encontrei apaixonado por ela, percebi que ela também gostava de mim. Imagine o que eu fiz: fugi dela. Isso mesmo! Eu, com a mentalidade que tinha, pensava: “Ela é uma moça boa de mais para ser magoada por mim. Ela é cristã e dedicada, merece alguém que seja fiel e que se dedique a ela. Que se case com ela e seja fiel. Eu não sou esta pessoa. Minha vida não tem espaço para dedicar-me a um amor, a uma família, minha vida é a política, não vou poder faze-la feliz. É melhor me afastar dela, para que ela possa ser feliz. Ela vai achar alguém bom.” Deixei de atender às suas ligações, de responder os e-mails, parei de freqüentar alguns lugares comuns. Toda vez que eu pensava nisto, eu chorava, mas achava que tinha tomado a decisão certa, pois eu deveria ter um foco na vida.


Sabe, todo este ensinamento sobre entregar toda sua vida nas mãos de Deus, de permitir que Ele cumpra em ti os planos, os sonhos Dele para ti. Este conselho de pedir que Deus dirija sua vida, afim de que você seja feliz, completo, não ande perdido, fazendo coisas que te trarão prejuízo no futuro. Tudo isto eu ouvi muitas vezes naqueles dias. Ainda me lembro de muitas vezes que algum pastor, em seu apelo dizia “peça a Deus que Ele dirija toda a tua vida, diga para Ele: te entrego todas as áreas da minha vida”. Nesta hora eu me recordo de dizer para Deus: “Senhor, eu te entrego tudo, tudo. Menos o meu destino político, pois o senhor sabe que eu tenho um sonho e um plano e eu sei que é o melhor, sei que isso é bom para os outros também, por isso esta área eu não te entrego.”


Na verdade eu sabia que se eu entregasse toda minha vida, todas as coisas, todos os meus caminhos a Deus, tudo iria mudar. Porque, apesar de tudo, lá no fundo do meu coração eu ouvia a voz do Espírito Santo me dizendo que aquilo que eu estava fazendo não era da vontade de Deus, não o agradava.


Ainda hoje muitos jovens, e até adultos, deixam-se ludibriar, enganar por coisas que parecem boas, mas que sabem não ser do agrado de Deus. E o movimento político, que consumia todo meu tempo, minha vida, meu talento, é um bom exemplo disso. Aparentemente é algo lindo: a luta pela justiça, pela igualdade, pelos direitos do povo. Jovens que se dedicam a mudar o mundo! Mas quem já esteve por traz das cortinas sabe que na verdade tudo é um grande jogo de manipulação por parte de grandes líderes e partidos. Que interesses financeiros e até favores sexuais pesam na balança de quem decide os rumos deste movimento. Drogas! Muita droga na mão dos jovens! Tudo livre!


Estas coisas todas, na verdade estão presentes em muitos, muitos e muitos meios sociais. Como diz a própria Bíblia “o mundo jaz no maligno”.



Deus fala conosco


Mas Deus é o grande agente desta história toda. O tempo passava e Deus começava a executar o seu plano para resgatar a minha vida. Durante a campanha eleitoral muitas pessoas, para as quais eu ia pedir o voto, mesmo sem saberem do meu real estado, me falavam que eu precisava me voltar para Deus, entregar a minha vida verdadeiramente a Ele. Certo dia eu estava em frente a uma escola estadual, distribuindo panfletos aos alunos que entravam pelo portão, antes do início das aulas da noite, e algo muito estranho aconteceu: parou um caminhão de uma lavanderia em frente à escola, e desceu um homem com um saco cheio de roupas nas costas, vestido com o uniforme da lavanderia. Antes dele entrar pelo portão eu lhe entreguei um panfleto. Alguns minutos depois o homem saiu novamente pelo portão, largou o saco de roupas no chão, olhou para mim e me disse:


- Eu deveria estar no outro lado da cidade, já fazem anos que eu trabalho na rua entregando roupas e nunca errei um endereço deste jeito. Mas eu sei porquê estou aqui. O Espírito Santo me manda te dizer que tu deve se entregar o teu coração ao Senhor. Te prostra diante dele, te humilha, que Ele ainda pode te transformar e te exaltar. Te humilha diante de Deus, pede que ele transforme tua vida, e tu vai ter vitória. Tu pode sair da minha frente depois dessa nossa conversa e dizer para estes teus amigos que te acompanham que eu sou louco, ou que estou falando besteira, mas tu sabe do que eu estou falando. Deus manda dizer que logo você vai perceber que eles não são teus amigos.


O homem pegou o saco de roupas, colocou nas costas e entrou no caminhão. Meus companheiros, que olhavam aquela cena de longe, se aproximaram de mim. Eu estava estarrecido, nunca alguém havia falado algo da parte de Deus para mim de forma tão clara, tão firme, sem nem me conhecer, nem saber quem eu era. Mas o meu coração era duro, e resistiu àquela palavra. Olhei para meus amigos, que me perguntavam quem era aquele homem e respondi, com o coração agitado: “é só um louco”.


Naquele momento veio uma grande tristeza sobre mim. Entrei no carro e fui levado para outra escola, as pessoas falavam comigo, eu sorria, mas era tudo falsidade. No meu coração a minha consciência dizia “tu fez uma escolha errada e agora vai sofrer as conseqüências!”, mas por outro lado a minha razão dizia: “fica tranqüilo, está dando tudo certo, tu tem muita gente que gosta de ti e está te ajudando, nada pode impedir que as coisas dêem certo.”


Meses depois ocorreu a eleição e apesar de eu ter feito a maior votação do partido, não fui eleito, pois a legenda não alcançou o coeficiente eleitoral mínimo. Porém o prefeito que apoiávamos elegeu-se, e havia uma proposta para que eu assumisse a secretaria da juventude de seu governo. Mas parece que naquele momento o Senhor olhou-me do céu e disse: “Agora chega! Vou mudar a vida dele!”. Foi quando aquelas pessoas mais próximas de mim, exatamente aquelas que estavam comigo aquele dia em frente àquela escola, tramaram um plano para que outro assumisse o meu lugar na secretaria da juventude. Fui traído pelos que pareciam ser meus melhores amigos. Isto me colocou numa situação de instabilidade e desconforto com o partido, que naquele momento era minha vida, que eu comecei a ter nojo de toda a situação que eu vivia. E começava a perceber o quanto estava enganado em relação às pessoas e ao que acreditava. Estava extremamente decepcionado!


Mas eu sempre tinha um plano. Achava que sempre poderia resolver todas as coisas. Eu insistia na política. Consegui então reunir todos que estavam do meu lado dentro do partido, e todos juntos, saímos do partido, filiando-nos a outro, o qual nos oferecia muitos benefícios e liberdade para agirmos. Aí eu já não tinha mais salário do partido para receber, nem eventos todos os dias para participar. Nem cargos tão importantes. Nem tantos amigos. Estava sozinho e sem estrutura. Com muita insistência dos meus pais, eu comecei a trabalhar na padaria deles. Voltava da faculdade, de ônibus, às onze e meia da noite e trabalhava até as quatro da manhã. Dormia até as dez e depois voltava a trabalhar até três da tarde. Meu corpo trabalhava e minha mente se perguntava: “porquê?”


Deus faz tudo perfeito, mas nós muitas vezes resistimos aos seus sinais. E quando percebemos que precisamos mudar, ainda assim, esta mudança ocorre muitas vezes de forma lenta, muito lenta, pois os erros são tantos, que demoramos até sermos transformados de maneira completa.


Foi então numa noite, sozinho em meu quarto, após dias de angústia profunda, que ao me perguntar sobre as razões daquilo tudo, ouvi a voz de Deus falando calmamente ao meu coração “Isso aconteceu porquê eu te amo. Porquê eu tenho uma vida de paz para você”. Neste momento eu me ajoelhei aos pés da minha cama e não pude segurar as lágrimas. Chorei por horas. E com meus olhos fechados, parecia que um filme se passava em minha mente, me mostrando como vagarosamente eu havia me afastado de Deus, e como todo o tempo Ele tentara me proteger e trazer novamente a Ele. As vendas que tapavam os meus olhos haviam caído definitivamente. Eu olhava para mim mesmo e me via vazio, infeliz, pecador, fraco, solitário, pequeno. Deus, porém, me mostrava que seu amor por mim era muito grande, perfeito, que Ele estava disposto a mudar tudo.


Não havia ninguém comigo naquele quarto. Mas aquele foi, sem dúvida nenhuma, o momento de libertação da minha vida. Eu estava acompanhado de meu Criador, meu Pai amoroso. E daquele dia em diante, nada mais foi como era.


Não estou dizendo que foi fácil, ou que foi do dia para a noite que eu fui transformado. Estou dizendo que meu coração já não via mais prazer nas coisas antigas. Que meu coração estava sedento por Deus e buscava fazer o que lhe agradava.


Durante seis meses eu me lembro qual foi o texto de minhas orações: “Senhor, me transforma, muda tudo em mim”. Eu sabia que tinha muito para ser transformado e que precisava desta transformação completa para poder ser feliz e realizado.


Mas a obra de Deus estava ocorrendo em minha vida. Ela começou por dentro, mas depois de um tempo começava a se mostrar por fora. Passei a recuperar o tempo perdido e a receber grandes bênçãos das mãos de Deus. O primeiro grande presente que o Senhor me deu foi reconquistar o amor da Taís. Alguns meses depois começamos a namorar. Desta vez, quando à encontrei eu disse: “Taís, Deus mudou a minha vida e estou aqui para te dizer que quero que você seja a mulher da minha vida, a mãe dos meus filhos, quero namorar, noivar e casar com você!” De um jovem confuso, indeciso e perdido, Deus me fez corajoso e cheio de paz em minhas decisões.


Poderia aqui te contar dos empregos que trabalhei, das propostas que recebi, dos carros que tive, do apartamento, de nosso casamento, da faculdade, ou de muitos outros presentes que recebi de Deus, mas nada disso é mais importante do que aquilo que é invisível, mas que habita em meu coração: a Paz que vem de Deus e a certeza da Vida Eterna.



Por Dionísio Felipe Hatzenberger


Prof. de História e Ensino Religioso


dionisiofh@hotmail.com

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