segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

De onde viemos? Porquê existimos? As Respostas estão no Princípio

Toda história tem um começo. Não precisamos ser gênios da matemática ou da física para percebermos que toda e qualquer situação existente possui origem em alguma causa anterior. Há sempre alguma ação que gerou determinada reação, e assim por diante até que aqui estamos nós vivendo as nossas vidas, sob influência das coisas do passado. Por isto, muitas respostas para os nossos questionamentos mais profundos encontram-se no passado, para sermos mais diretos no começo de nossa história.
Te convido a conhecer o começo de sua história, o começo da história da humanidade, ali encontraremos o sentido de nossas vidas e descobriremos porquê muitas pessoas vivem infelizes, estão frustradas, cansadas, sobrecarregadas, entenderemos a origem da maldade, da violência, das guerras, da soberba, da ganância e de todo tipo de problemas que enfrentamos.

Uma história de amor

O princípio de nossa história pode ser expresso através da palavra AMOR. Pois este foi o sentimento responsável por nosso surgimento. No princípio não existia nada, absolutamente nada, nem espaço, nem tempo, pois não havia a matéria. Mas Deus e seu reino celestial já existiam.
Nas primeiras páginas da Bíblia encontramos um breve, mas maravilhoso relato, de como Ele fez todas as coisas. A primeira frase do livro de Gênesis começa com a afirmação de que, antes de mais nada, Deus criou o universo e nosso planeta:
“No princípio criou Deus os céus e a terra.” Gen.1.1
Este primeiro capítulo segue contando sobre as modificações que Deus decidiu realizar em nosso planeta, criando continentes, rios, mares e oceanos, plantas, peixes, aves, anfíbios, répteis e mamíferos. Esta obra criadora foi algo magnífico em detalhes, beleza, arquitetura, diversidade. Preste atenção nos detalhes da natureza a sua volta, veja a complexidade que há no organismo dos seres vivos, desde os mais minúsculos até os gigantescos. Preste atenção nas cores, nos contrastes e na beleza que há nas formações geográficas mais diversas.
Deus criou o Universo como um engenheiro apaixonado cria a máquina mais perfeita de sua vida, Ele fez a terra com toda a paixão que qualquer artista necessita ter para com suas obras. Me responda isso: alguém criaria algo a que odeia? É possível você empreender tempo, trabalho, esforço criativo, voluntário, a fim de criar algo que você não goste. Eu quero que você perceba isto: antes de Deus iniciar sua obra criadora, nada existia. E ele, por existir antes de todas as coisas, de eternidade em eternidade, não necessitava de nada que pudesse ser criado. Ele não era obrigado a criar. Ele em si não tem necessidade alguma, pelo contrário, Ele é a fonte inesgotável de tudo. E não sendo obrigado a criar nada, mesmo assim Ele, por arbítrio, decisão própria decidiu fazer tudo que existe neste Universo.
Antes de qualquer coisa ser criada, primeiro há um pensamento, um planejamento sobre este algo. Assim Deus decidiu e planejou a sua criação. Ele amou tanto este projeto que o executou com maestria.
Se você ler os primeiros 25 versículos do livro de Gênesis, irá perceber que até ali, Deus já havia criado tudo que existe neste planta, mas ainda faltava algo. É, faltava a criação do Homem, do ser humano. O homem foi a última coisa a ser criada por Deus. Ele o criou após ter criado todo o resto. Mas se tudo já existia. Para quê criar o homem? Porquê ele precisava nos fazer, no versículo anterior havia percebido que tudo o que criou era bom.
Como eu já havia dito, Deus não foi obrigado a criar nada. Ele nos fez porquê antes de mais nada, ELE NOS AMOU. Sabe quando um casal planeja ter um filho, o amor pela criança não surge apenas quando ela nasce, mas já existe desde a concepção do desejo de tê-la. Esta criança é amada antes de existir, não precisando fazer nada para merecer o amor, e este amor se manifesta nos carinhos e no zelo que os pais terão quando ele vier ao mundo. Deus é assim, Ele nos amou antes de existirmos. E você pode perceber isso em vários detalhes desta história.
1. Deus nos Criou com a próprias mãos. Quando Deus cria os outros animais ele faz isto apenas com sua palavras, por exemplo: “E disse Deus: produza a terra almas vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis...” (Gênesis 1.25). Mas ao criar o homem Deus nos fez com as próprias mãos, como um escultor criando uma obra de arte. E para fazer-nos vivos soprou ele próprio em nossas narinas (Gênesis 2.7). Isso mostra o quanto somos especiais e importantes para o Criador.
2. Deus nos fez iguais a Ele. Gênesis 1.26 diz: “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança...” Aqui encontra-se o motivo de nossa tamanha diferença em relação os outros animais. Deus nos fez conforme a aparência Dele. Mas isto quer dizer que Deus possui algum tipo de corpo ou algo assim? Não! A bíblia é clara em afirmar que Deus é espírito, e assim sendo, nós somos conforme a sua semelhança em nosso espírito, em nossos pensamentos, raciocínio, criatividade, capacidade de julgamento e muitas outras capacidades que são próprias do criador e que nos diferenciam dos animais que simplesmente são guiados pelos instintos. Mas eu gostaria que você refletisse um pouco sobre este fato. Deus nos fez iguais a Ele. Ele sendo ele dono de toda a sabedoria, de todo o tipo de entendimento, conhecimento e ciência, porquê dividir isto com alguém? Porquê criar alguém igual a si mesmo? Por amor! Somos frutos do amor de Deus. Um amor que divide e presenteia.
3. Ele nos fez livres. Na verdade a virtude de ser livre faz parte da própria essência de Deus, e como Ele nos fez a sua imagem, fez-nos também livres, pois Ele é livre. Você pode pensar que os outros animais também seriam livres, pois quando estão na natureza fazem o que bem entendem. Mas a verdade é que eles não são nada livres, eles não fazem o que querem e sim que os seus instintos mandam que façam. Cada espécie possui como se fosse um chip em seu cérebro, com toda a programação do que irão fazer em seu ciclo de vida. Você já viu algum animal criando algo, ou projetando alguma coisa, reivindicando algo, ou questionando, reclamando? Claro que você não viu, pois para fazer estas coisas é necessário ser livre. Mas Deus nos fez livres, nos dando opções, possibilidades e não apenas um caminho. Ele nos fez livres inclusive para escolhermos conviver ou não com ele. Para o amarmos ou o desprezarmos. E isto demonstra novamente o grandioso Amor de Deus por nós. Pois quem ama não aprisiona, mas dá a liberdade.
4. Ele nos fez Eternos. Isto mesmo, fomos criados Eternos! Quando Deus nos fez à sua Imagem e Semelhança, isto incluía a eternidade. No projeto inicial de Deus não havia a morte para o homem, que assim como Ele, viveria para sempre, e sempre. Dividir a eternidade conosco: não há maior ato de amor que este. A poucos instantes nem existíamos, e agora possuímos atributos oriundos da essência do próprio Deus e dividimos com Ele a eternidade, nunca deixaremos de Ser! Não há amor maior que este!
O amor de Deus é a coisa mais certa, garantida e estável que podemos perceber em toda história humana. Este amor não mudou e ainda está disponível para nós, como o amor de um pai por seus filhos, por isto Jesus nos ensinou a chamar este bom criador de “Pai Nosso”.

Porque Ele nos criou?
Mas estão você pode se perguntar para quê Deus nos fez? Com que razão, sentido Ele nos criou? Com qual finalidade? As respostas para esta pergunta também podem ser encontradas nestas primeiras folhas do livro mais revelador que existe: a Bíblia.
1. Ele nos criou para nos relacionarmos com Ele. Deus nos fez para sermos seus amigos! Este é o maior motivo para Ele ter nos feito à sua semelhança, pois é impossível você se relacionar com algum ser que não seja relacional. Relacionar-se, conversar, dialogar é coisa para seres racionais e comunicáveis. Por mais afeto que você possa ter por um cachorro, mesmo sendo ele adestrado, você jamais poderá manter um diálogo com ele. Ele jamais irá te surpreender com uma frase de sabedoria, te contar o que aconteceu em seu dia ou filosofar contigo sobre os problemas da vida. Deus nos criou para nos relacionarmos com Ele. Este relacionamento é demonstrado no fato de que quando o homem estava no Jardim do Édem, Deus todos os dias vinha até lá para conversar face a face com os seres humanos. Em Gênesis 3.8 diz “E ouviram a voz do SENHOR Deus, que passeava no jardim pela viração do dia...”. Esta ainda é a vontade de Deus para nós. Muitas pessoas pensam que podem viver muito bem distantes de Deus, dizem que não necessitam dEle, mas a verdade é que jamais serão completas, totalmente felizes, enquanto não se encontrarem com o Criador. Passarão a vida inquietas, inconstantes, inseguras. Ele nos fez para convivermos com ele. Precisamos disto!
2. Deus nos criou para nos relacionarmos uns com os outros e para formarmos uma família. Se você quer ver uma pessoa ficar triste é só deixa-la isolada, sozinha. Somos seres relacionais e necessitamos de contato, conversa, amizade, parceria. Deus viu isto e nos criou fez capazes de vivermos a maior experiência de amor e comunidade que pode existir: a família. Em Gênesis 2.18 vemos Deus dizer “não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora...”, e em 2.24 segue afirmando “Portanto, deixará o homem o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á a sua mulher, e serão ambos uma só carne.” Deus também ordena ao homem “frutificai e multiplicai-vos e enchei a terra...”(Gênesis 1.28). Nestes versos Deus cria a família. Esta é a vontade Dele para nós, que vivamos em família, como ajudadores e amigos uns dos outros. Ouvimos muitas pessoas argumentarem que podem ser felizes sem vínculos familiares, acreditam que a simples busca pelo prazer e sucesso individual os trará alegria e satisfação. O fato é que sem ser família, sem compromisso e companheirismo, estamos sozinhos, incompletos, quando nos relacionamos em família, precisamos largar o egoísmo de lado e aprendermos a ceder aos desejos do outro, aprendemos a viver em amor, não pensando só em nós mesmos. Além da família precisamos dos amigos. Sem companheirismo a vida é pesada e insatisfatória. Também é impossível ser amigo de verdade se quisermos somente os nosso interesses. Precisamos lembrar de um Deus doador, amoroso, que dividiu tudo conosco e que deseja que venhamos a seguir este exemplo.
3. Deus nos criou para administrarmos o planeta e para trabalharmos. Ao criar um ecossistema perfeito, um lindo jardim, Deus precisava de um parceiro para a preservação, cultivo e administração de tudo. Por isso, ao criar o Homem Deus disse: “...Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominais sobre os peixes... e sobre as aves... e sobre todo animal... Eis que vos tenho dado toda erva..., toda arvore em que há fruto...; Ser-vos-ão para mantimento. (Gen. 1.28-29 ênfase nossa)”. Esta frase também nos deixa entender que o planeta foi um presente de Deus entregue nas mãos humanas. Toda criação estava sujeita ao poderio humano. Este texto deixa bem claro que Deus nos fez para trabalharmos, produzirmos, realizar transformações positivas em nosso planeta. Como criaturas feitas à semelhança do Criador, somos seres criativos e esta criatividade aplicada através do trabalho nos permite aperfeiçoar o ambiente em que vivemos, como agricultores, construtores, servidores, projetistas, enfim, trabalhadores, nos encontramos com uma das intenções de Deus para conosco. Este é o grande motivo pelo qual muitas pessoas que vivem uma vida de luxo e ócio se sentem fúteis, inúteis, vazias, e por mais dinheiro que possuam e por mais que tenham uma tranqüilidade e aparente estabilidade, percebem que sua vida não tem sentido: fomos feitos, dentre outras coisas, para trabalhar. Isso faz parte de nosso ser, fomos preparados para isto. E no trabalho também encontramos alegria, quando o encaramos como um dom, um serviço ordenado pelo Criador.
Perceba: Deus fez tudo perfeito. O homem era perfeito, igual ao próprio Deus. Após criar o homem “...viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom...(Gen. 1:31a)”
Você pode estar lendo esta história e achando algo estranho: eu estou falando de um mundo perfeito, no qual Deus nos fez iguais a Ele e no qual vivíamos em um paraíso, vendo, falando e conhecendo a Deus diariamente. Mas ao olhar para o mundo a sua volta você não vê isto. Você está vendo violência, dor, sofrimento, cansaço, rancor, ódio, divórcio, roubos, doenças, e nada que lhe pareça com a presença de Deus.
Você liga a televisão ou lê os noticiários e o mundo real se apresenta a ti: cheio de todo tipo e maldade e tristeza. E o pior: se você olhar para dentro de si mesmo, com sinceridade, irá perceber que este mundo não é só externo. O mundo, sua malícia e sua maldade nos invade. Somos cheios de sentimentos terríveis, que se apresentam em nosso egoísmo, materialismos, fobias, etc.
Onde está o mundo perfeito que Deus criou? O que ocorreu com ele? Quem o destruiu? Ao compreender o mais trágico de todos os incidentes da história humana, podemos compreender a razão de todos os problemas que o mundo vive hoje. Ao entendermos a grande catástrofe que ocorreu no Édem, poderemos entender o motivo da triste condição em que se encontra a humanidade.

A terrível queda
Tudo que ocorreu com o homem tem relação direta com as decisões que ele tomou.
Como havíamos enfatizado, Deus nos fez Livres. A liberdade é uma coisa ótima, maravilhosa, nos dá condições de escolhermos nosso rumo, nosso destino. Então me responda uma coisa: é possível considerar-se livre alguém que não possui opções de escolha? Vou ser claro: Se te colocarem em uma sala e te disserem “podes ir aonde quiseres”, e então chavearem a porta. Isto constitui liberdade? Não! É obvio que não. Vamos dar outro exemplo: Alguns anos atrás um certo país árabe realizou eleições para provar que era uma nação democrática, mas na hora da eleição só permitiu que um candidato concorresse ao cargo de presidente. E então as pessoas foram às urnas e encontram apenas uma opção. Responda-me: estas pessoas são livres para escolherem quem quiserem? Não! Liberdade exige possibilidade de opção, possibilidade de escolhas.
Se Deus criasse o homem, e o obrigasse a obedecê-lo, a fazer somente coisas certas, isto não seria liberdade. Seríamos marionetes, fantoches, bonecos nas mãos de um manipulador. Se nascêssemos obrigados a amar a Deus, isso não seria liberdade. O verdadeiro amor deixa as pessoas livres, e não lhes obriga a nada, pelo contrário, permite-lhes optar. Deus queria (e quer) nosso amor voluntário, nossa livre obediência, por gratidão ao amor que Ele nos deu primeiro, concedendo-nos Vida.
Este é o motivo pelo qual Deus colocou uma regra no Paraíso. Isto mesmo: apenas havia uma lei que não poderia ser desobedecida. O ser humano poderia fazer tudo o que quisesse, menos uma coisa. Deus, os avisou: “De toda árvore do Jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porquê no dia em que comeres, certamente morrerás.(Gen.1:16b-17)”
Tudo estava disponível ao homem e à mulher, menos aquela fruta daquela única árvore. E Deus os deixou avisado: se comessem do fruto haveria uma penalidade: Morte. O homem, até então eterno, não conhecia a morte, mas sabia que se tratava de algo terrível. Isto trouxe temos ao coração dos seres humanos, que por muito tempo viveram sem nem cogitar tal opção. Para quê comer logo daquela árvore, se haviam milhares de outras?
O homem conhecia a Deus, sabia de seu Amor e de seu Poder, sabia que com Suas palavras Ele criou todo que havia, assim sendo, tudo que saía da boca de Deus era verdade, realidade. As palavras que Deus os dizia eram incontestáveis. Ele era mestre e confidente nosso. Vivíamos uma relação de amizade pura com Deus. Na verdade toda a raça humana vivia em pureza. Podemos compreender o quanto o homem era sem malícia quando lemos que “...ambos estavam nus, o homem e sua mulher; e não se envergonhavam. (Gen. 2.25)”
Mas aí algo aconteceu e abalou toda esta história. Algo mexeu com a perfeição de toda a criação e tornou nossa história bem diferente. Como todos sabem, um certo dia o homem desobedeceu a Deus e comeu da fruta daquela árvore. Mas antes de falar das conseqüências desta terrível atitude, precisamos compreender qual foi o motivo que levou o homem a realizar um ato tão estúpido.
Ocorreu uma conversa entre a Serpente e Eva. Quem era esta serpente, aqui apresentada como um animal? Tratava-se de um bichinho comum? Por acaso bichos falam? Com o passar da história apresentada na Bíblia, ela nos explica quem era esta Cobra. O livro de Apocalipse, o último da Bíblia, nos deixa bem claro de quem se tratava: “...a antiga serpente, que é o diabo e Satanás...(Apoc 20.2)”
Então Satanás, o grande inimigo de Deus, em forma de serpente, aproxima-se de Eva e lhe faz um questionamento:
- É verdade que Deus mandou que vocês não comessem as frutas de nenhuma árvore do jardim? (Gen. 3.1b NTLH)”
A mulher inocentemente respondeu:
- “Podemos comer as frutas de qualquer árvore, menos a fruta da árvore que fica no meio do jardim. Deus nos disse que não devemos comer dessa fruta, nem tocar nela. Se fizermos isso, morreremos. (Gen. 3.2b-3 NTLH)”
Aí ouvimos a resposta mentirosa da cobra, negando as palavras que haviam saído da boca de Deus. Deus havia sido enfático ao dizer que se comessem do fruto, morreriam. Mas a cobra disse:
- “Vocês não morrerão coisa nenhuma! (Gen. 3.4b)”
Satanás está afirmando que Deus é mentiroso, que a afirmação divina quanto à conseqüência deste ato era mentirosa. Ele estava tentando colocar dúvida no ser humano quanto à palavra dita por Deus. E o diabo foi mais longe: ele criou um argumento para justificar o motivo pelo qual Deus estaria mentindo para o homem: Ele teria medo de que o homem se igualasse a Ele em poder e sabedoria. Satanás queria fazer com que o homem se sentisse digno de comer aquela fruta, como se ela fosse uma forma de libertar-se de um Deus mau e enganador, que queria manter o homem sempre rebaixado a uma posição inferior, por isto ele continuou sua fala com a mulher, dizendo:
- “Deus disse isso porque sabe que, quando vocês comerem a fruta dessa árvore, os seus olhos se abrirão, e VOCÊS SERÃO COMO DEUS, conhecendo o bem e o mal. (Gen. 3.5 NTLH)”
Agora, ao ouvir esta frase, os humanos tinhas duas opções, opções estas que nós temos diariamente: ouvir ao que Deus nos diz, ou ao que o Diabo diz. Ouvir a voz do criador, amoroso, perfeito, que quer nos proteger, nos guiar, ou ouvir a uma voz estranha, mas que nos faz sentir poderosos, auto-suficientes, enchendo-nos de argumentos falsos, que justifiquem nossos erros.
O que Eva fez? Ela não rejeitou a oferta. Ela não respondeu dizendo que aquilo era mentira. Ela foi pensar no caso. E conta a Bíblia, que ela olhou para a fruta:
“E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável ao olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também dele a seu marido, e ele comeu com ela.(Gen.3.6)”
Posso imaginar a decepção que Eva e Adão tiveram ao ver que não se tornaram poderosos como Deus. E então conseqüências terríveis vieram sobre a Humanidade:
1. A morte:
E aí o que aconteceu? Eles caíram duros, mortinhos? Não! Não! O corpo deles não morreu naquele instante, Deus não havia dito que morreriam imediatamente, mas sim que iriam morrer. Ocorreu, porém que a partir daquele momento a MORTE começou a habitar, a operar, dentro do homem, ela se tornou o destino certo de todos. O Apóstolo Paulo nos explica isto de uma forma bem clara na carta que escreveu ao povo de Roma:
“...por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram. (Romanos 5:13)”
A morte era certa, pois Deus não mente:
“Porquê o salário do pecado é a morte... (Romanos 6:23a)”
Esta morte física manifestou-se mais tarde, quando Adão e Eva envelheceram e morreram, mas desde aquele instante uma morte muito profunda já habitava dentro do homem: a MORTE ESPIRITUAL.
A palavra morte significa “separação”. A morte física é quando o espírito abandona, separa-se, do corpo. Já a morte espiritual é quando o nosso espírito afastou-se de Deus, de sua presença. E então sem a presença da luz e do calor de Deus ele ficou na escuridão e no frio da maldade, do egoísmo, distanciando-se totalmente da Imagem e Semelhança que era do Criador, o homem perdeu a glória de Deus.
“Porquê todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus... (Romanos 3.23)”

2. O homem entrega seu poder a Satanás:
Pense nisso: você obedece alguém hierarquicamente inferior a você?! É claro que não! Um pai não deve obedecer a seu filho, caso contrário está tornando-se inferior a ele. Obedecemos àqueles que estão acima de nós em poder, conhecimento ou idade. Quando obedecemos a alguém estamos nos curvando diante desta pessoa. E é um belo ato de humildade reconhecer um bom conselheiro, um bom mestre. E o homem tinha o seu: Deus. O próprio Criador era seu guia.
Porém ao obedecer à orientação dada por Satanás, desobedecendo a Deus o homem entregou-se ao senhoril do diabo. Tornou-se seu discípulo e assim mostrou-se hierarquicamente inferior a ele. Portanto, se era o homem portador de toda autoridade sobre o planeta e os animais, naquele instante este poder passou a Satanás. Jesus chamou Satanás de “Príncipe deste século” ou “Príncipe deste mundo”. Este poder de príncipe lhe foi dado pelo ser humano.

3. A maldade:
“Nesse momento os olhos de ambos se abriram, e eles perceberam que ESTAVAM NUS. Então costuraram umas folhas de figueira para usar como tangas. (Gen. 3.7 NTLH)”
No exato instante em que o Homem se rebelou contra Deus, desobedecendo a suas cuidadosas e amorosas orientações, a maldade entrou em seu ser. A prova disto é que seus olhos se encheram de malícia e ele passou a sentir vergonha de seu corpo, isto porquê olhava para o corpo com malícia. Mas será que o corpo humano estava diferente, será que algo no seu corpo havia sido alterado e que agora havia motivo para sentir malícia? Não! A maldade não está nas coisas em si, mas no coração de quem às vê de forma maliciosa. Vou te dar um exemplo: imagine uma criança, de uns dois aninhos de idade. Imagine ela correndo, brincando. Muitas vezes no verão estas crianças se livram das roupas e correm nuas. E aí? Há alguma malícia nisso? Não! A criança não vê mal algum nisso. Seus olhos são puros. E certamente você também não vê maldade alguma nisso. O corpo da criança é algo puro. Mas infelizmente existem pessoas que olham para as crianças com olhar malicioso, os pedófilos. Responda-me então: a malícia está no corpo da criança ou no coração dos pedófilos? É obvio que está nos pedófilos.
Por quê perguntei isso? Para te mostrar como a tentativa de cobrir o corpo, feita pelo homem, não resolveu em nada seu problema. Foi algo inútil. A maldade não estava no corpo descoberto e sim em seu coração. E maldade não está nos bens alheios e sim no coração de quem deseja toma-los para sim. A maldade não está no erro dos outros, mas em usa-los para justificar os seus.
Esta maldade, vinda do primeiro pecado, vinda da incredulidade do homem nas palavras ditas por Deus, levou a humanidade de geração em geração a cometer mais e mais pecados, esta malícia foi aumentando.

4. O homem se afasta de Deus:
Muitos pensam que devido ao pecado Deus se afastou do homem. Esta é uma visão errada da Bíblia. De fato Deus mandou que saíssem do Jardim, mas isso não quer dizer que tenha se voltado contra o ser humano. Pelo contrário, toda história da humanidade está cheia de atos divinos no sentido de tentar reaproximar o homem.
Logo após a humanidade haver pecado, Deus veio ao seu encontro e aí:
“E ouviram a voz do SENHOR Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e ESCONDEU-SE Adão e sua mulher da presença do SENHOR Deus, entre as árvores do Jardim. (Gen. 3.8)”
Veja o que aconteceu. Deus veio e chamou o homem. Ele não se escondeu da humanidade. Deus já sabia de nosso pecado, mas mesmo assim veio até nós. Foi a humanidade que se escondeu atrás de árvores, fugindo da presença de Deus. O homem percebeu que havia algo de errado nele e que não deveria aproximar-se de Deus desta forma. O pecado e a culpa nos afastam do Criador.
Fomos criados para nos relacionar com Deus, lembra? E o que acontece quando não temos mais esta relação: ficamos incompletos, desorientados, vazios, somos seres faltantes, em busca de uma inalcançável satisfação. A insatisfação humana, que leva muitos aos vícios e a todo tipo de atitude desesperada, até o suicídio, está no fato de se estar afastado do Criador. Como um foragido da justiça, muitos vivem a vida inteira escondendo-se de Deus.

5. O medo:
O medo entrou no mundo com o pecado. As fobias, as inseguranças e a ansiedade provêm do medo. Veja o que o homem respondeu a Deus quando foi questionado do motivo de esconder-se:
“...Ouvi a tua voz soar no Jardim e TEMI, porque estava nu, e escondi-me. (Gen. 3.10)”
Vivemos em um mundo dominado pelo medo. Como diz o ditado: quem não deve não teme. Se nos sentíssemos protegidos por Deus não teríamos medo de nada. Mas as pessoas vivem suas vidas em pecado e sua consciência lhes acusa de que DEVEM a Deus. E isto lhes faz inseguros. A humanidade vive o medo da morte. Ninguém quer envelhecer, por isso vivemos a farsa da eterna juventude. Tudo fruto de nossa queda.

6. O egoísmo, as intrigas:
A humanidade já caiu várias vezes no erro de pensar que os seus problemas sociais seriam resolvidos com mudanças políticas. Os países já trocaram muitas vezes de partido político, em alguns casos ocorreram até revoluções, tudo em busca de um mundo mais justo, menos desigual, sem guerras e exploração. Mas a constatação histórica é triste: o novo grupo no poder logo instaura um sistema que anda para a corrupção e que favorece mais a uns (os seus) em detrimento de outros. Sabe onde está o problema: não está na teoria. Está no coração do homem, que se corrompeu e está cheio de malícia.
Na primeira conversa de Deus com o homem depois da queda no pecado, podemos perceber claramente que o egoísmo havia tomado conta de seu coração. Deus lhe perguntou se ele havia comido da árvore proibida. E sua resposta foi esta:
“A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi. (Gen. 3.12b)”
O homem, cheio de medo e Egoísmo, na tentativa de SE livrar da culpa, acusou a mulher de ser a autora do erro, não assumindo sua responsabilidade. Ele tenta mostrar-se inocente, como se não houvesse feito nada. Se alguém deveria ser punido, na visão do homem, era a mulher. E se você prestar bem a atenção, o homem, na verdade está tentando culpar a Deus pelo seu erro, dizendo que era a mulher que Deus lhe havia dado que o fizera comer. Se Deus não houvesse lhe dado ela, ele não teria comido. Logo, o homem quis dizer que a culpa era do próprio Deus.
Este egoísmo tomou o homem e gera todo tipo de atitude errada. É a causa de todo tipo de intriga nos lares, onde um quer colocar a culpa no outro, na sociedade, onde sempre queremos o nosso bem, sem olhar para o que isso poder significar para nosso próximo.
Lembra que Deus nos criou para vivermos em família? E em sociedade? Pois o egoísmo e as intrigas dividem as famílias e geram guerras, distúrbios, nas sociedades. Podemos dizer que presenciamos ainda no Édem a primeira briga conjugal, onde o primeiro casal tem seu primeiro desentendimento, em decorrência do pecado e do egoísmo.

7. A dor e as enfermidades:
Lembra de quando Deus criou o mundo? Lembra que tudo era perfeito? Pode ser perfeito e haver dor? Não! A dor veio depois do pecado, junto com a morte. A morte pressupõe as doenças, as enfermidades e a dor.
“...maldita é a terra por causa de ti; com DOR comerás dela todos os dias da tua vida. (Gen. 3.17)”
Todo tipo de mal provém do pecado. As enfermidades também.

Temos alguma esperança?
Após ler esta lista de coisas terríveis que vieram à vida de muitas gerações por causa do pecado, você pode se entristecer muito. Você pode até começar a ficar pensando que agora você entende o motivo do sofrimento e de todo tipo de aflição e pode chegar na apressada conclusão de que não teríamos mais nenhuma esperança. Mas isto não é verdade.
Com eu te falei. Esta história é uma história de amor. Do amor de Deus por nós. Se você estivesse no lugar de Deus e tivesse dado ao homem tudo que Ele deu, dividisse com ele a eternidade, a inteligência, o dom de se comunicar, a liberdade. Se você fosse Deus e visse o homem retribuir a todo com amor com indiferença e desobediência, descumprindo a única regra que existia, em busca de rebelar-se, querendo ser tão poderoso quanto você. Imagine-se sendo Deus e tendo todo o poder. Imagine-se sendo desprezado. O que você faria? Mandaria fogo do céu? Destruiria tudo. Diria: o jogo acabou?
Pois o amor Deus não permitiu que Ele fizesse isto. Ele pelo contrário, planejou como iria trazer o ser humano de volta as si, reconquistando-o, provando mais uma vez o seu amor. Ainda naquele primeiro dia após o pecado podemos ver em uma atitude divina uma grande esperança que Deus deu a Adão, Eva e a todos nós. Em Gênesis 3:21 diz:
“E fez o SENHOR Deus a Adão e a sua mulher túnicas de pele e os vestiu.”
Como você deve recordar, após o pecado o homem percebeu sua nudez. E ele próprio fez tangas de folhas de árvore para se cobrir. Eu imagino que aquele artesanato cobriu deforma muito imperfeita a nudez humana. Por mais bem trançadas que estivessem as folhas, jamais poderiam impedir na totalidade que a nudez fosse percebida. Isto já estava demonstrando que por nossos próprios não poderíamos encobrir nossos pecados. Jamais poderíamos realizar qualquer obra que viesse a nos fazer limpos daquele pecado original, pecado de rebeldia, de incredulidade.
Mas aí Deus decidiu agir: ele próprio fez uma roupa de pele de animais para cobrir a nossa nudez. Perceba que para Deus fazer uma túnica de pele foi necessário o sacrifício de algum animal. A pele provém de algum ser vivo. Para retirá-la é necessário derramar-se sangue. Mas se você parar para pensar, perceberá que o animal em si não tinha culpa alguma dos pecados do homem. Aquele animal era inocente, mas quis Deus fazer assim, por amor ao homem. Aquele animal estava simbolizando, já no dia do primeiro pecado, o dia em que Deus iria cobrir, perdoar, redimir os nossos pecados, através do sacrifício de um inocente: Jesus de Nazaré: o Cristo, nosso cordeiro inocente.
Então, desde o princípio, podemos perceber o quanto Deus se preocupou conosco e como Ele, desde aquela época, já nos tinha preparado uma esperança que iria se concretizar no tempo oportuno.

Ele sempre cuidou de nós
Mas aí muitos podem pensar que Deus simplesmente ficou lá no céu por muitos séculos esperando a hora de enviar a Jesus. Descansando, esquecendo-se dos homens e dos seus problemas. De fato, na Bíblia e na linha do tempo, a história de Jesus acontece muitos séculos e páginas depois da história de Adão. Mas se você dedicar um pouquinho de sua vida para descobrir as grandes e ricas histórias que existem na Palavra de Deus, você irá descobrir um Deus presente, participante, que nunca se ausentou de nossa história, que esteve sempre aonde nós estávamos. Nos orientando, ensinando, mostrando o caminho a Ele.
Toda história da Bíblia que vem depois destas primeiras páginas e que vai até o livro de Mateus, é a história de Deus tentando apresentar-se, de geração em geração aos homens, tentando levá-los ao arrependimento por seus erros. Ajudando seus servos a ter uma vida digna.
Em um momento o mundo estava tão contaminado pelo pecado e pela maldade que o Senhor chega ao extremo de ter que exterminar a todos através de uma inundação, mas por amor a sua criação, decide salvar a tantos quantos acreditassem e entrassem em um grande barco que ordenou construir, a arca de Noé.
Algum tempo depois o pecado cresceu de novo e eram poucas pessoas que ainda lembram de Deus, estavam todos adorando aos ídolos feitos de barro, ouro ou prata. Por isso ele decide separar a um homem para que dele viesse a surgir uma nova nação, um povo que deveria ser o exemplo de um povo de Deus, para o anunciar entre as nações. Estou falando de Abraão e do povo de Israel. Este povo é tirado pelo próprio Deus da escravidão em que estava no Egito, através de Moisés. Entram na terra prometida sob liderança de Josué e forjam um grande reino pelas mãos do rei Davi.
Mas os reis que vieram depois de Davi, novamente se esqueceram de Deus, e seu povo se dividiu em duas nações, por causa da ganância de seus líderes, ficando assim mais fracos. E logo, como conseqüência de se afastarem da presença de Deus, foram tomados como escravos por outros povos. E foi lá, na escravidão que surgiram grandes profetas, homens como Isaías, Daniel, Jeremias e outros. Que falavam ao povo em nome de Deus, chamando-os ao arrependimento e anunciando o dia em que iriam retornar à sua terra. Esses homens também profetizaram o dia em que o Filho de Deus viria para se entregar por nós, bem como o dia em que Ele iria reinar sobre todo o planeta.
Quero deixar bem claro que Deus sempre se fez presente. Sempre cuidou de nós, ele não desistiu nunca de seu plano original, apesar de nossa rebeldia, nossa rejeição aos seus planos, seus conselhos, Ele continuou a nos amar. Ele planejou um plano perfeito para o nosso retorno à condição de seus amigos e filhos.
E isso só poderia ocorrer através de um fantástico resgate.

Uma Grande Boa Notícia
Deus não ficou apático ou distante de nossas necessidades e fraquezas. Esforçou-se e de todas as formas possíveis buscou nos resgatar da morte e do pecado, que não só nos dominavam, mas nos afastavam de ter comunhão com Ele.
Ele não se limitou a tentativa de falar conosco através dos profetas de antigamente, que traziam as a palavras de Deus e eram mortos pelo povo, que não queria se arrepender.
O escritor da carta aos Hebreus inicia seu texto com esta notícia:
“Havendo Deus antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo” Hebreus 1.1-2
A grande pergunta que fica é: como poderia Deus nos resgatar do tão grande estrago que foi causado pelo pecado e pelo governo de Satanás sobre o mundo. Sendo os seres humanos pecadores, e cada vez mais pecadores, como poderiam se reconciliar com Deus? Que valor teriam que pagar os homens para ter o perdão de seus pecados? Que serviço teriam de realizar para que suas almas fossem purificadas? Esforço inútil seria este. Pois o preço a ser pago pelo pecado já estava estabelecido, e era altíssimo: a morte. Não há dinheiro em todo o mundo que somado pague o valor de uma vida. A nossa ofensa para com Deus era tanta que não poderia ser quitada por maior que fosse o nosso esforço.
Falsas religiões ainda ensinam até o dia de hoje que podemos fazer algo ou pagar algum preço para que sejamos perdoados por nossos pecados. Isto é mentira. Não há nada que possamos fazer de tão bom que possa encobrir nossas grandes ofensas, as nossas e as que herdamos de nossos antepassados.
Como poderia então, o Senhor nos resgatar? A lógica de Deus é simples: Pelo erro de um só homem todos se perderam, assim, pelo acerto de um só homem todos podem ser salvos.
“Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram. Porém, se, pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça e do dom da justiça reinarão em vida por um só, Jesus Cristo.” Romanos 5. 12, 17
Pelo pecado de Adão entrou a morte; Mas se um homem sem pecado, inocente, morresse por todos, todos poderiam ser salvos. Tal homem nunca existiu. Em pecado nascemos e vivemos desde a infância. Se você estudar a história dos homens mais santos da Bíblia vai perceber que todos eles eram pecadores. Portando o milagre da Salvação dependia de um ato divino ainda maior. O próprio Deus, que é o único perfeito, deveria nascer em forma de homem e morrer no lugar do Homem.
Aí no tempo certo, no lugar certo, ocorreu o grande milagre, que estamos tão acostumados a ouvir em histórias natalinas, a ponto de não percebermos sua grandiosidade. Deus nos enviou uma parte de si mesmo: seu próprio Filho, o fazendo nascer nas áridas terras de Belém, do ventre da jovem Maria, sob a tutela do carpinteiro José. Jesus, a maior expressão de amor do próprio Deus, nasce com uma missão: nos ensinar como viver, nos mostrar o caminho a Deus e morrer pelos nossos pecados, levando a morte que deveria ser nossa, sofrendo o castigo que merecíamos.
“Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; O CASTIGO QUE NOS TRAZ A PAZ ESTAVA SOBRE ELE, e, pelas suas pisaduras fomos sarados.” Isaías 53.5

Ele se fez carne
Muitas pessoas pensam em Jesus como sendo somente um “homem bom”, uma pessoa que deixou uma boa mensagem de amor e paz. Ele foi tudo isto, de fato, mas a sua história não se limita ao 33 anos de vida que passou em Israel. Ele já existia muitíssimo tempo antes disto. Jesus é o nome pelo qual se apresentou a encarnação do Filho de Deus.
“No principio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” João 1.1
João nos ensina que Jesus era a própria Palavra de Deus, palavra que foi empregada na criação de tudo, Palavra que era parte do próprio Deus, Palavra que vivia na glória dos céus e que rebaixou-se ao extremo de nascer em forma humana, por amor a nós.
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” João 1.14
Você já parou para pensar nisso? Jesus deixou o conforto e a glória dos Céus para tornar-se homem, nascendo de uma mulher, passando por uma infância, sentindo tudo o que sentimos, dor, fome, cansaço, medo, calor, sede, frio, tudo. Jesus experimentou o nosso sofrimento e a pobreza de nossa condição, sabendo que por fim deveria morrer uma morte inocente e cruel. Viveu, foi tentado, nunca pecou. Andou entre nós. Trabalhou, caminhou muito e pregou aos pobres. Foi, de fato, o Deus Conosco (Emanuel).
“O que era desde o princípio, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram a Palavra da vida.” 1 João 1.1
Deus se fez homem e sofreu a penalidade pelos nossos erros. A morte mais cruel do mundo foi vivenciada por Ele. A humilhação da Cruz foi vivenciada pelo Santo de Deus. Você quer uma prova do amor de Deus?
“Mas Deus nos PROVA SEU AMOR PARA CONOSCO em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” Romanos 5.8
Como falamos no início, esta é uma história de amor. A maior de todas. E sabe quando ela termina? Nunca! Pois a morte de Cristo foi para nos dar a vida Eterna. O próprio Cristo foi o primeiro a ser ressuscitado para esta vida plena com Deus.

Eternamente Felizes
A eternidade: este é o maior presente que poderíamos receber. Ou receber de volta, já que ela era o plano inicial de Deus para nós e que foi perdida pelo queda no pecado.
Muitas pessoas passam a vida buscando as “bênçãos de Deus”, pedem muitas coisas a Ele, se perguntam o que Deus poderia lhes dar. Mas não se dão conta de que o maior presente de todos está disponível para nós na obra da Cruz, onde Cristo conquistou-nos a Vida Eterna.
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo AQUELE QUE NELE CRÊ não pereça, mas TENHA A VIDA ETERNA.” João 3.16
Tudo já foi feito por Deus, pelo seu amor. Apenas bastando agora que venhamos a crer no que Deus fez. Isto mesmo! Para herdar a vida eterna só precisamos acreditar na obra de Cristo por nós. Só necessitamos reconhecer que somos pecadores e que necessitamos desta obra magnífica. Só temos que nos entregar ao Deus de amor.


Por
Dionísio Hatzenberger
Prof. de História e Filosofia
comercial@artitudemidia.com

3 comentários:

Victor Ferreira disse...

Texto maravilhoso Irmão, que grande revelação Deus deu pra vc através da sua palavra. Que este texto possa abrir os olhos de muitos homens que estão perdidos neste mundo carnal,esquecendo completamente da vida espiritual.Parabéns por erguer a espada do Espirito Santo de Deus, através da internet, isso se chama confiança e ousadia na pregação do Evangelho. Que Deus continue te dando muita sabedoria e revelação da sua palavra para salvar muitas almas. Estarei utilizando seu texto revelado pelo Espirito Santo de Deus que abita em ti, para a pregação da palavra nas redes sociais.

Que Deus te abençoe

meinardi disse...

Parabéns pelo trabalho.Um ótimo texto para ler e refletir a cada dia;

Walter Vaccaro disse...

Gostei.
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Testemunho de Rodolfo - Ex integrante da Banda Raimundos