terça-feira, 18 de maio de 2010

Conquistando uma vida de PAZ

A angústia, falta de paz, é uma das piores condições nas quais o ser humano pode se encontrar. Infelizmente uma grande multidão de pessoas vive a vida inteira sem sentir o que é uma paz profunda e verdadeira.

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Existe uma história que me lembro, que pode ilustrar o que quero falar. Não sei se você já passou por uma situação parecida com a que irei relatar, mas na minha infância coisas deste tipo repetiam-se de tempos em tempos. Eu estava na quarta série, e a minha turma inscreveu-se no campeonato interséries de futebol. Ainda me lembro, como se fosse hoje daquele jogo contra os alunos da sexta série. E, como era de costume para mim, assim como para todo jogador perna-de-pau, eu estava posicionado lá perto da goleira do time adversário, esperando que uma bola acidentalmente caísse próxima aos meus pés, para que eu chutasse.

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Outra característica dos pernas-de-pau é de vez em quando confundir a perna de outros jogadores com a bola. Foi o que aconteceu naquele lance: a bola foi lançada na minha direção e junto com ela veio um rapaz grande, alto e forte, o zagueiro do time da sexta série. Dizem que ele era tão grande, comparado com seus colegas, porquê havia repetido dois anos na mesma série. E foi a canela deste cara que eu acabei acertando com tudo.

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Com toda a velocidade que estava, ele caiu, e o pior, parece que doeu muito. Eu me aproximei e tentei pedir desculpas, mas nem consegui concluir minhas palavras, pois ele rapidamente se levantou e me deu um empurrão; eu fui parar no chão. Os colegas que assistiam a tudo seguraram ele, pois estava com tanta raiva que queria me bater. Mas ninguém conseguiu impedi-lo que apontar para mim e prometer que iria me “pegar na saída”, ele prometeu que eu não iria “escapar”.

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Saí rapidamente da quadra e fui tomar água; na verdade tratava-se de uma fuga. Meu coração encheu-se de medo, angústia. Era só o terceiro período, e eu já me imaginava apanhando na saída. Quem iria me defender? Meus amigos todo eram mais pequenos que eu.

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Nunca vou esquecer a angústia, a inquietude que eu fiquei o restante daquela manhã. Eu não conseguia me concentrar na aula. Eu só me imaginava apanhando; meu coração batia rápido e eu tentava esquecer aquilo tudo, tentava pensar que não ocorreria nada, mas isso não adiantava.

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No final da aula eu pedi ao professor para sair mais cedo, porém o vice-diretor da escola não quis permitir que eu saísse da escola antes do horário. Eu disse a ele que estava com dor de barriga – e isto não deixava de ser verdade – mas não adiantou. Fui pro pátio da escola desesperado. Como eu iria escapar daquele cara? Vi alguns alunos pulando o muro dos fundos da escola, só faltavam 10 minutos pro fim da aula, fui junto com eles. Saí correndo e andei mais de um kilômetro, só pra poder pegar ônibus em uma parada diferente da que os colegas pegavam.

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Para tentar fugir de um problema, criei outro, eu não deveria ter pulado o muro, poderia ser expulso da escola por cauda disto. Mas mesmo assim, não havia resolvido o problema, pois no outro dia voltaria para e escola; e daí, como seria?

E nos dias seguintes, como eu escaparia?

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Foram duas semanas de muita angústia, medo e criatividade, tentando ficar o mais distante possível daquele rapaz. No intervalo eu ficava na sala de aula, e no final inventava uma desculpa para ficar conversando com algum professor e, de preferência, sair da escola junto deste professor. Mas em um determinado dia o encontro foi inevitável; eu tentei sair da escola antes dos demais, mas não consegui, pois eu havia apenas dado alguns quando ouvi a voz daquele garoto dizendo “ei cara, espera aí...”.

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Eu gelei, meu estômago endureceu, e não olhei para traz, apenas andei mais rápido ainda. Mas não adiantava, eu ou via os passos dele cada vez mais perto de mim. Eu só pensava “vou apanhar, vou apanhar”. Então ele tocou no meu ombro e parou bem na minha frente. Eu não poderia vencê-lo, não havia defesa. Fechei os meus olhos, esperando o primeiro soco. Mas ao invés disso ouvi:

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- Cara eu só queria te dizer que te desculpo por aquele dia, que não vou bater em você. – disse ele, me surpreendendo.

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As minhas pernas amoleceram, eu não acreditava naquilo que estava ouvindo, ele me perdoou, deixou de ser meu inimigo. Naquele momento eu senti uma paz e um alívio tão grande, que não consigo explicar.

Sempre que penso em falta de paz eu me lembro desta história, de como fiquei inquieto um bom tempo com aquela situação. E realmente é assim: é impossível termos paz tendo inimizade, ainda mais quando o inimigo é mais poderoso, forte e está próximo de nós.

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Também não é possível termos paz quando não vemos solução para nossos problemas, impasses, quando não temos respostas para nossas inquietudes. Ou quando estamos em dívida com alguém.

Lembrei desta história porque a bíblia nos diz que o ser humano após ter pecado, desobedecido, desonrado ao seu criador, tornou-se “inimigo” dele. Isso mesmo: o homem se fez inimigo de Deus. E se você lembrar de um detalhe da história de Adão e Eva, irá perceber que a primeira atitude humana ao desobedecer a Deus foi se esconder Dele.

“Antes, vocês estavam longe de Deus e eram inimigos Dele por causa das coisas más que vocês faziam e pensavam.” Colossenses 1.21 NTLH

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Não foi Deus que se escondeu, mas sim o homem. Deus, porém, teve que cumprir sua promessa, o pecado teria sua conseqüência: o homem passou a ter seus dias contados sobre a Terra, a morte passou a ser certa para todos.

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Mas a grande novidade, a grande boa notícia é que através do sacrifício de Cristo, somos convidados pelo próprio Deus para sermos aceitos como seus amigos, como seus filhos, o que é mais profundo ainda.

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“Nós éramos inimigos de Deus, mas ele nos tornou seus amigos por meio da morte do seu Filho. E, agora que somos amigos de Deus, é mais certo ainda que seremos salvos pela vida de Cristo.” Romanos 5.10 NTLH

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Por isto estou falando de uma vida de paz, porquê a partir do momento em que recebemos o perdão que vem de Deus , podemos abandona toda inquietude, toda preocupação, toda angústia, que muitas vezes nem sabemos de onde vem.

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E há algo interessantíssimo nesta comparação toda: Deus não é como aquele rapaz que queria me bater, que simplesmente depois de um tempo me perdoou e se esqueceu de mim. Não! De Deus não podemos nos esconder. E mais, Ele ao nos perdoar não se esquece de nós, ficando indiferente: Ele se torna aquele amigo grande, forte e poderoso, amável e simpático, que vai nos defender de todo o perigo, todo mal, vai nos proteger.

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Por fim, se você me fizer a pergunta: o que preciso para ter paz? Renovo a minha resposta: você precisa se reconciliar com Deus. Você precisa do perdão de Deus, para que você seja aceito por ele.

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Mas como conquistar o perdão de Deus? O que precisamos fazer para que Deus nos perdoe? Nada! Nada que possamos fazer conquistará o perdão de Deus, senão a nossa Fé. Exatamente: precisamos crer em Deus, e na sua obra de perdão através do sangue de seu filho Jesus, para que possamos ser recebidos por Ele.

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Muitas pessoas passam a vida inteira sofrendo, sentindo-se imperdoáveis, culpadas por algum pecado, muitas vezes um erro que encontra-se em segredo. Está escondido, apenas lhe atormenta quando tudo se silencia, quando vem a noite ou a reflexão. Aí vem a culpa, a condenação, um peso descabido sobre seu ombro. Muitos, sem paz, adoecem ou sucumbem, pois na verdade, apesar do medo, sabemos que por tais atitudes mereceríamos ser castigados. Temos medo do castigo, mas apenas ele poderia nos fazer sentir novamente justos, dignos.

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Sabe, existem pecados que aos nossos olhos humanos parecem tão terríveis, que chegamos até mesmo a acreditar que a única punição justa seria a morte. E infelizmente muita pessoas vão direta ou indiretamente em busca dela como forma de auto-punição. Mas diante de Deus nenhuma auto-punição pode nos justificar, nos fazer limpos novamente.

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A única coisa que é poderosa o suficiente para nos fazer totalmente limpos, santos, perfeitos, justificados, totalmente perdoados, independente do tamanho dos nossos pecados é o sangue de Jesus. Pois na Cruz ele sofreu a punição que deveria ser nossa. Ele carregou a cruz que deveria ser tua e minha. De todos que vierem a se arrepender e voltar-se a Deus.

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“Porém ele estava sofrendo por causa de nossos pecados, estava sendo castigado por causa de nossas maldades. Nós somos curados pelo castigo que ele recebeu. Todos nós éramos como ovelhas que se haviam perdido; cada um seguia o seu próprio caminho. Mas o SENHOR castigou o seu Servo; fez com que ele sofresse o castigo que nós merecíamos.” Isaías 53.5-6 NTLH

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Quando cremos que fomos perdoados, que Cristo tomou nosso lugar, duas coisas acontecem rapidamente:

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1. Paramos de nos esconder de Deus (e de nós mesmos), e passamos a viver uma vida de comunhão, amizade e intimidade com Ele. Andamos confiantes e felizes, pois temos certeza de nosso perdão e eternidade.

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2. Não voltamos mais a viver aquela vida na qual éramos dominados pelo pecado, passamos a sentir nojo das coisas que desagradam a Deus, pois podem nos afastar Dele.

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Então temos paz:

“Agora que fomos aceitos por Deus pela nossa fé nele, temos PAZ com ele por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” Romanos 5.1

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EXPERIMENTA!

.Por: Dionísio Hatzenberger


Prof. de história e ensino religioso


dionisiofh@hotmail.com

2 comentários:

Artitude Casa e design disse...

Ufa, comprido esse texto! Já ouvi essa histórinha de vc, muito boa!

É isso aí, corremos atrás de tantas coisas, mas perdemos a paz!

claufnunes disse...

Parabéns Professor Dionísio pelo blog, acredito que ele tocará muitos jovens que buscam pela verdade e pelo alimento que é a palavra de Deus... E esta você sempre soube nos passar de forma clara e simples. Que o Senhor continue abençoando tua vida.
Claudia Nunes ( aluna da Escola Bíblica Cruzadas de Fé 2007-2008)

Assista o Novo Documentário do Internexo: "FAÇA A ESCOLHA CERTA: NÃO USE DROGAS"

Documentário Parte 2

Documentário Parte 3

Documentário Parte 4

Documentário Parte 5

Testemunho de Rodolfo - Ex integrante da Banda Raimundos